10 março 2011

Exercício de fixação sobre o texto Cultura da Paz (autor: Leonardo Boff)


1.     1. De acordo com as respostas dadas no exercício anterior (ainda sobre o texto de Boff, Cultura da paz), faça um esquema em sejam apresentados o fato, a questão e a posição contrária do autor, além de argumentos que levem a uma conclusão baseada na análise textual.

1.     2. No esquema construído, por enquanto, você tem apenas as ideias mais relevantes. Entretanto, no resumo, como já foi dito, devemos manter as relações que o autor estabelece entre elas (de exemplificação, de causa/consequência, de conclusão). Uma das formas de indicar essas relações é o uso de conectivos ou organizadores textuais. Assim, utilize os conectivos abaixo para completar os sete quadros menores no esquema, explicitando essas relações: PORQUE, PORTANTO, MAS.

2.     3. Escolha outros conectivos que possam substituir os três do item anterior, para indicar:

a)     Argumentos ou justificativas:
b)     Conclusões:
c)      Teses contrárias uma à outra:

3.     4. Identifique os conectivos trecho de texto abaixo. Orientando-se por eles, complete a tabela.

Não acredite em nenhum “método” ou (pior) “metodologia” para fazer crítica de textos – não porque os métodos ou as metodologias sejam intrinsecamente maus, mas simplesmente porque eles o impedem de pensar de modo independente e de desfrutar sua liberdade intelectual em uma dimensão de pensamento que não admita regularidades rígidas (adaptado de Hans Ulrich Gumbrecht, Crítica. IN: Fola de S.Paulo, Caderno Mais, domingo, 13 out. 2002).

TESE

Argumentos que sustentam a tese

Conectivo que introduz os argumentos


4.     5. Identifique os organizadores textuais utilizados nos Resumos 1 e 2 (AULA 1). Agora, compare esses dois resumos em relação ao uso dos organizadores textuais. O que se pode concluir?

Concluindo...
Para que o resumo seja claro e coerentee, é preciso indicar as relações entre as ideias do resumo e explicar as relações entre as ideias do texto. Para isso, utilizamos os organizadores textuais (ou conectivos) que melhor expressem as relações entre as ideias do texto original.


MACHADO, Anna Rachel (coord.); LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. (Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos, 1). (Adaptado).


28 fevereiro 2011

AULA 3: ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A acentuação serve para auxiliar a representação escrita da linguagem. Quando ouvimos, distinguimos com facilidade uma sílaba tônica de uma sílaba átona. Quando lemos, entretanto, isso não é tão fácil. Na escrita, os acentos têm a função de distinguir, por exemplo, secretaria/secretária, mágoa/magoa, público/publico.

Recentemente, entrou em vigor uma nova reforma ortográfica. Esse processo de mudanças no sistema de escrita da língua portuguesa teve início em 1990, quando os países que falam português – Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor Leste e São Tomé e Príncipe – assinaram em Lisboa um acordo ortográfico. A partir de 2009, esse acordo passou a vigorar no Brasil.

Com ele, todos os países cujo idioma oficial é o português passaram a ter um único sistema de escrita. Assim, um leitor brasileiro, por exemplo, pode ler um livro publicado em Moçambique ou Portugal sem estranhar a grafia das palavras.

Para que o acordo ocorresse, todos os países tiveram que fazer concessões e aceitar algumas mudanças. Para os brasileiros, o acordo não provocou mudanças drásticas. Estima-se que apenas 0,5% das palavras do português sofreu mudanças.

Regras de acentuação gráfica

1. Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em a(s), e(s), o(s) e em ditongos abertos éi(s), éu(s) e ói(s).

2. Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s) e em(ens) e nos ditongos abertos éi(s), éu(s) e ói(s).

3. Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l, n, r, x, ã(s), ão(s), i(s), ei(s), um(uns), us, ps.

4. Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

5. Acentuam-se as vogais i e u tônicas dos hiatos, seguidas ou não de s, nas palavras oxítonas e paroxítonas (exceto quando seguidas de nh).

6. Acento diferencial

O verbo pôr é acentuado para diferenciar-se da preposição por/a forma verbal pôde diferencia-se de pode.

Os verbos vir e ter na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo recebem acento circunflexo para diferenciarem-se da 3ª pessoa do singular. Os derivados, como deter, manter, reter, intervir, etc. obedecem à regra das oxítonas. Na 3ª pessoa do plural, entretanto, usa-se o acento circunflexo para a diferenciação.

O que mudou com o novo acordo?

- não se acentuam mais os ditongos abertos ei e oi nas palavras paroxítonas;
- não se acentuam mais as vogais i e u tônicas precedidas de ditongo nas paroxítonas;

- o trema deixou de existir na língua portuguesa;

Para refletir e exercitar, uma questão do vestibular da Unicamp (2009):

Reportagem da Folha de São Paulo informa que o presidente do Brasil assinou decreto estabelecendo prazos para o país colocar em prática o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unifica a ortografia nos países de língua portuguesa. Na matéria, o seguinte quadro comparativo mostra alterações na ortografia estabelecidas em diferentes datas:

Após as reformas de 1931 e 1943:

Êles estão tranqüilos, porque provàvelmente não crêem em fantasmas.

Após as alterações de 1971:

Eles estão tranqüilos, porque provavelmente não crêem em fantasmas.

Após o novo acordo, a vigorar a partir de janeiro de 2009:

Eles estão tranquilos, porque provavelmente não creem em fantasmas.

Sobre o acordo, a reportagem ainda informa:

As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais dizer que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia. (...)

(Adaptado de E. Simões, “Que língua é essa?”. Folha de S.Paulo, Ilustrada, p. 1, 28/09/2008.)

a) O excerto acima supõe que alterações ortográficas modifiquem o modo de falar uma língua. Mostre a palavra utilizada que permite essa interpretação. Levando-se em consideração o quadro comparativo das mudanças ortográficas e a suposição expressa no excerto, explique o equívoco dessa suposição.

Ainda sobre a reforma ortográfica, Diogo Mainardi escreveu o seguinte:

Eu sou um ardoroso defensor da reforma ortográfica. A perspectiva de ser lido em Bafatá, no interior da Guiné-Bissau, da mesma maneira que sou lido em Carinhanha, no interior da Bahia, me enche de entusiasmo. Eu sempre soube que a maior barreira para o meu sucesso em Bafatá era o C mudo [como em facto na ortografia de Portugal] (...)

(D. Mainardi, “Uma reforma mais radical”. Revista VEJA, p. 129, 8/10/2008.)

b) O excerto acima apresenta uma ironia. Em que consiste essa ironia? Justifique.